domingo, 11 de dezembro de 2011

Pedaços...

Encontrei alguns passos meus
Nas palavras daquele poeta,
Ele mentia com tanta sinceridade
A cada verso seu, desenhava com
Precisão em verbos e adjetivos
Que cheguei a acreditar viver
Falsamente enquanto o poema
Roubava aquela vida que era minha...

W. San

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Versejo...

Versejo, de longe, pelos cantos,
em pautas, devaneio, navego
em tintas negras, blues...
Derreto ideias, pinto sonhos
golpeio pensamentos com palavras
Só verso, in-verso, só ver, ser..
Só versejo...

W. San

Respostas?

Sua mão quentes em dialógo com minhas mão frias, enquanto
entre os falares nosso o resto da natureza nos observava...
Dois corpos, duas forças...
Coração, mente, sangue, calor...
Duas vidas que se encontram e se tocam pelos lábios, cheios de...
Afetos que se abraçam e se entrelaçam em uma sintese de vontade e
potência... As dores do mundo pouco nos importam, já que, molduramos
a realidade em um curto espaço de tempo que nos contorce a existência e
nos revigora enquanto humanos, seres em busca de...
Respostas?

Wendell San.

domingo, 25 de setembro de 2011

Poeticídas

Em quanto houver um vinho barato
E um violão que desperte em nós
A vontade poética de viver os dias
Com demasiada inspiração de um espirito livre

Cantaremos o sol, a lua e a imensidão da madrugada
Andaremos pelas ruas, avenidas e praças...
Sentindo, vivendo com prazeres, dores e o barulho 
Do vento levemente embriagado com o calor do momento...

Em quanto houver vida, sangue e coração
E a poesia de Dionísio pra unir os corpos
A lucidez das flores almentará a percepção...

Respire, não tema o sentir...
Deixe a melodia do ser encantar os anseios
Há muito à fazer depois que o sol cair... 

Wendell San.

domingo, 18 de setembro de 2011

Rabiscos na Alma

O jardim dos nossos sonhos é fertil...
Seus muros são o horizonte e seu para-além...
Melodiosa é a canção de Dionísio, que desperta
Do carcere os espiritos livres que gozam a fluidez
Do ser mesmo na finitude dos corpos...
Agora rasgo as folhas e escrevo na alma, por que
É de alma que é feita a poesia e não de concordância
Gramatical.
Escrever não é simplesmente deixar as palavras descansarem
No papel...

Wendell San

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Devaneios meus...

E finda a noite, de silêncio se enche a casa,
Em cada canto escuro o pó repousa...
Lá fora o vento faz companhia as estrelas,
Da parede o relógio observa os móveis imóveis...
Quanto mais a casa cresce, menos espaço os individuos tem,
Não encontram lugar onde por suas vaidades ( subjetividades )...
A insanidade se acumula pelos cantos...
O silêncio dos olhares é ensurdecedor...


Wendell San.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Satividade.

Entre pedras e fumaça
vejo o céu em chamas
no fim da tarde sativa...
escorrendo pelas bordas
do horizonte restos de sol
que pintam de vermelho
então eis que baixam a
cortina do céu, com o
seu tecido negro bordado
de estrelas e estampado
com a lua...
cobre as areias e o mar
que não pára de mexer...
e o vento sopra tudo pra
bem longe, só não sopra
o pensamento que não
é materia finita...

Wendell San