domingo, 25 de setembro de 2011

Poeticídas

Em quanto houver um vinho barato
E um violão que desperte em nós
A vontade poética de viver os dias
Com demasiada inspiração de um espirito livre

Cantaremos o sol, a lua e a imensidão da madrugada
Andaremos pelas ruas, avenidas e praças...
Sentindo, vivendo com prazeres, dores e o barulho 
Do vento levemente embriagado com o calor do momento...

Em quanto houver vida, sangue e coração
E a poesia de Dionísio pra unir os corpos
A lucidez das flores almentará a percepção...

Respire, não tema o sentir...
Deixe a melodia do ser encantar os anseios
Há muito à fazer depois que o sol cair... 

Wendell San.

domingo, 18 de setembro de 2011

Rabiscos na Alma

O jardim dos nossos sonhos é fertil...
Seus muros são o horizonte e seu para-além...
Melodiosa é a canção de Dionísio, que desperta
Do carcere os espiritos livres que gozam a fluidez
Do ser mesmo na finitude dos corpos...
Agora rasgo as folhas e escrevo na alma, por que
É de alma que é feita a poesia e não de concordância
Gramatical.
Escrever não é simplesmente deixar as palavras descansarem
No papel...

Wendell San

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Devaneios meus...

E finda a noite, de silêncio se enche a casa,
Em cada canto escuro o pó repousa...
Lá fora o vento faz companhia as estrelas,
Da parede o relógio observa os móveis imóveis...
Quanto mais a casa cresce, menos espaço os individuos tem,
Não encontram lugar onde por suas vaidades ( subjetividades )...
A insanidade se acumula pelos cantos...
O silêncio dos olhares é ensurdecedor...


Wendell San.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Satividade.

Entre pedras e fumaça
vejo o céu em chamas
no fim da tarde sativa...
escorrendo pelas bordas
do horizonte restos de sol
que pintam de vermelho
então eis que baixam a
cortina do céu, com o
seu tecido negro bordado
de estrelas e estampado
com a lua...
cobre as areias e o mar
que não pára de mexer...
e o vento sopra tudo pra
bem longe, só não sopra
o pensamento que não
é materia finita...

Wendell San

PÓ-ETAS.

o que somos?
somos a informação
que não cabe na folha rasurada
a palavra viva
aquilo que não se prende
nem mesmo se expresa
com a linguagem...

somos... mas o que?
não somos... talvez pré
ou pós, ou mesmo o meio
não um ismo qualquer...
somos pó, e escrevemos esia
talvez heresia, anestesia
mas pó-etas não esquecem
de pô-esia...

Wendell San