terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Noite e o Vinho.

O vinho desfrutou da nossa presença, observado pelo silêncio da noite, a sós em uma praça a alguns passos daqui. A conversa era boa e sua companhia é fundamental, no mesmo banco sobre a mesma luz; a noite que sempre nos acompanhava agora dividia com o vinho a grandeza de nossos sonhos e toda a complexidade de nossos segredos.
O momento era de paz assim falava meu coração, a cada instante eterno que nos levava a recordar viamos o quanto aquele momento era sincero e que seria um erro não aproveitar. Já por outro caminho a noite se despedia do vinho e continuava a nos acompanhar; e na porta de casa os dois meio sem graça e um simples mas sincero desejo, você com um timido abraço veio me presentear. 

San.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A queda do Sol.



O sol caiu, caiu rasgando as cortinas do céu e derrubando as estrelas no mar.
Caiu espalhando seu brilho no espaço, despedaçando sua luz por todo o universo, o sol caiu, e caiu queimando, queimou as nuvens que encobriram sua incandescente beleza, o sol caiu numa tarde de sexta-feira iluminando delirios e sonhos que dançavam no ar, caiu até repousar entre as canoas que flutuavam soturnas sobre as ondas calmas daquele mar.



San...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Encontro

Ver você é uma graça
Quando te vejo, fico tonto
E vou logo fazendo graça
Tudo que faço, te conto
Marcamos na praça
Um encontro
Você não apareceu no ponto
E eu, de tonto, fui de graça!



Ezequiel Araújo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Último Suspiro...

O silêncio contempla a solidão em todo o seu explendor, a boca ainda amarga com o doce sabor do veneno, a lágrima deslisa triste sobre a palidez do teu rosto...
Teu coração suspira clamando por socorro, teu sangue escapa por entre os cortes do teu pulso, a luz se despede dos teus olhos inspirando seus últimos suspiros em meio a escuridão, teu corpo belo esculpido pelos deuses, agora descansa em paz sobre as folhas caídas de outono...
San

Forasteiro e o garotinho triste

Em um dia sombrio( como o é nosso desejo irracional e animalesco), Diógenes, o hiperbóreo, caminhava pela praia, sozinho; de repente, ao longe contemplou um menino, sentado junto às pedras, chorando de tanto refletir sobre os conflitos existentes em nossas monótonas vidas.Tinha acabado de refletir com seus pais, devido ao fato de ele ter se relacionado com algumas pessoas "demoníacas"- pessoas estas que haveriam de queimar para sempre nas chamas eternas da danação divina.Diógenes caminha ao encontro do garoto.
-Olá! por que choras, filho do bondoso deus?-disse diógenes.
-Choro, porque as pessoas ao redor estão sempre a apunhalar-me pelas costas.
-Oh! meu filho, eis que agora eu te trago consolo, a solução para o fim de teu sofrimento.
O menino, pensando que, enfim, achara alguém que realmente desse atenção especial a ele, oferecendo palavras de vigor e ânimo para continuar vivendo, anima-se e pergunta:
-Por acaso trazes-me alguma mensagem religiosa para animar minha perturbada alma? porque se assim o for, estarei disposto a recebê-la de bom grado.
Diógenes, com o olhar mórbido, contemplou as ondas, que não se cansavam de beijar a praia, e disse:
-Não, filho meu! não penses que te trago um consolo para teu bem viver;pelo contrário, te digo: a única solução para a dor é a morte.O restante, que os religiosos vendem como remédio barato, é ilusão e engodo.Se queres sofrer, vai e procura ao máximo satisfazer tuas vontades, e sempre encontrarás decepção, antipatia e, no máximo das ilusões, convenções institucionais (produto do medo da morte).Agora se queres alívio, não contenhas teu choro e lágrimas;concentra-te ao máximo para reunir em tua mente toda a desgraça existencial e, quando teu cérebro já não aguentar mais de tanta revolta e cólera, e as lágrimas se confundirem com as próprias ondas do mar, lembra-te que não ofereci consolo algum para esta vida (nem esperanças supraterrenas);então, atira-te ao mar, porque ele te receberá com empatia...sim, o mar alegrar-se-á com tua sabedoria, e, por teres tido a coragem de dizer não à vida que teu deus bondosos  criou, o mar será o único a te compreender realmente, porque o mar não tem o nosso raciocínio.   

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Faça-se a Vida.

Morram todos os valores, pois nada que prenda e negue os instintos primordiais da essência, nada que não seja vívido e intenso vale a pena existir...
Que caiam os muros da moral e todos os seus malditos construtores, que desabem os castelos da ignorância, e com eles seu reinado de cretinice.
Que os templos da discordia e intolerância se desmanche no ar,  pois nada que é solido dura para sempre.
Enterrem as letras mortas que em páginas rasgadas já não nos servem mais de nada, queime todo esse dogmatismo cristão e toda sua contradição que só apodrece o ser.
E quando nada mais importar, e a vidraça dos conceitos se desepedaçar e o coração, despertar de tanta tristeza vivida, poderemos então dizer; Morra a verdade, faça-se a vida. 

Wendell San

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ta bom, mas não se irrite!



Numa bela noite de luar,
Sozinho estava a andar.
Eis que me aparece um sujeito estranho
Não me lembro do seu jeito, qual o seu tamanho.
Ele me pediu o meu celular,
Então eu disse, vai já.
É 88021564.
Não entendi porque queria o meu contato.

(Não sei por que ele se irritou)

Numa bela manhã ensolarada,
Eu andava pela calçada.
Eis que me aparece uma menina até bonita.
- se eu te contar tu não acredita.
Qual o seu número? Ela perguntou.
Eu disse aguarde, por favor.
Falei que era 40, olhando pro pé,
E ela me chamou... me chamou de mané.

E ela se irritou?!


 Victor Almeida

O que são elas?

Não são todas iguais
Mas todas têm algo em comum
Amigas e ao mesmo tempo rivais
Sorrisos que cativa qualquer um


Muitas delas me conhecem
Mas acho que não conheço nenhuma
Difícil entender esta espécie
Que pensa de acordo com a lua

Sem falar naquela "TPM"
Que nunca entendi com precisão
Só sei que minha alma treme
E que nós (homens) nunca temos razão

Melhor deixar pra traz
Este assunto de vez
Viemos em missão de paz
E odiamos ter que amar vocês.





Victor Almeida