O jardim dos nossos sonhos é fertil...
Seus muros são o horizonte e seu para-além...
Melodiosa é a canção de Dionísio, que desperta
Do carcere os espiritos livres que gozam a fluidez
Do ser mesmo na finitude dos corpos...
Agora rasgo as folhas e escrevo na alma, por que
É de alma que é feita a poesia e não de concordância
Gramatical.
Escrever não é simplesmente deixar as palavras descansarem
No papel...
Wendell San
domingo, 18 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Devaneios meus...
E finda a noite, de silêncio se enche a casa,
Em cada canto escuro o pó repousa...
Lá fora o vento faz companhia as estrelas,
Da parede o relógio observa os móveis imóveis...
Quanto mais a casa cresce, menos espaço os individuos tem,
Não encontram lugar onde por suas vaidades ( subjetividades )...
A insanidade se acumula pelos cantos...
O silêncio dos olhares é ensurdecedor...
Wendell San.
Em cada canto escuro o pó repousa...
Lá fora o vento faz companhia as estrelas,
Da parede o relógio observa os móveis imóveis...
Quanto mais a casa cresce, menos espaço os individuos tem,
Não encontram lugar onde por suas vaidades ( subjetividades )...
A insanidade se acumula pelos cantos...
O silêncio dos olhares é ensurdecedor...
Wendell San.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Satividade.
Entre pedras e fumaça
vejo o céu em chamas
no fim da tarde sativa...
escorrendo pelas bordas
do horizonte restos de sol
que pintam de vermelho
então eis que baixam a
cortina do céu, com o
seu tecido negro bordado
de estrelas e estampado
com a lua...
cobre as areias e o mar
que não pára de mexer...
e o vento sopra tudo pra
bem longe, só não sopra
o pensamento que não
é materia finita...
Wendell San
vejo o céu em chamas
no fim da tarde sativa...
escorrendo pelas bordas
do horizonte restos de sol
que pintam de vermelho
então eis que baixam a
cortina do céu, com o
seu tecido negro bordado
de estrelas e estampado
com a lua...
cobre as areias e o mar
que não pára de mexer...
e o vento sopra tudo pra
bem longe, só não sopra
o pensamento que não
é materia finita...
Wendell San
PÓ-ETAS.
o que somos?
somos a informação
que não cabe na folha rasurada
a palavra viva
aquilo que não se prende
nem mesmo se expresa
com a linguagem...
somos... mas o que?
não somos... talvez pré
ou pós, ou mesmo o meio
não um ismo qualquer...
somos pó, e escrevemos esia
talvez heresia, anestesia
mas pó-etas não esquecem
de pô-esia...
Wendell San
somos a informação
que não cabe na folha rasurada
a palavra viva
aquilo que não se prende
nem mesmo se expresa
com a linguagem...
somos... mas o que?
não somos... talvez pré
ou pós, ou mesmo o meio
não um ismo qualquer...
somos pó, e escrevemos esia
talvez heresia, anestesia
mas pó-etas não esquecem
de pô-esia...
Wendell San
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Seminário.
O que vem de longe, dos esconderijos neuroniais materializar-se
através da tinta negra que foge da ponta de uma caneta?
o que se passa entre olhares, entre bocejos regulares que se
incomodam com o falar das bocas nervosas...?
como se cruzam as sensações, nesse agora que se esvai...
até que os ponteiros se cansam de nós e permitem o suspiro
da ultima convenção temporal que sufoca esse breve momento...
San.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
segunda-feira, 7 de março de 2011
Vazio existêncial.
O amanhã já chegou, e eu ainda estou aqui com minha solidão fiel companheira.
Me falta algo, que me faça tremer, secar a boca, acelerar o coração, algo que
me faça sentir-me tolo, sem ação...
Acho que todos procuram, mesmo sem saber, procuram como loucos em qualquer
direção, procuram em todos os olhares, formas e sensações...
Somos todos assim, é o que nos torna iguais, humanos, esse vazio que nos faz incompletos,
imperfeitos mas que ainda nos motiva a procurar...
Incertezas mil nos fazem exitar, desesperanças, dor e outras coisas mais... e depois de uma
certo tempo, já cansados, embriagados com a desilusão, percebemos que a grande barreira
é a nossa ignorância.
Então rasgamos esse véu, e percebemos que essa busca incessante foi em vão, pois o que
realmente queremos acontece de repente e nos consome de uma só vez da maneira como
sempre esperamos...
Me falta algo, que me faça tremer, secar a boca, acelerar o coração, algo que
me faça sentir-me tolo, sem ação...
Acho que todos procuram, mesmo sem saber, procuram como loucos em qualquer
direção, procuram em todos os olhares, formas e sensações...
Somos todos assim, é o que nos torna iguais, humanos, esse vazio que nos faz incompletos,
imperfeitos mas que ainda nos motiva a procurar...
Incertezas mil nos fazem exitar, desesperanças, dor e outras coisas mais... e depois de uma
certo tempo, já cansados, embriagados com a desilusão, percebemos que a grande barreira
é a nossa ignorância.
Então rasgamos esse véu, e percebemos que essa busca incessante foi em vão, pois o que
realmente queremos acontece de repente e nos consome de uma só vez da maneira como
sempre esperamos...
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