sábado, 5 de fevereiro de 2011

Desencantos...

Folhas secas caem, corações tristes adormecem, as flores murcham envenenadas pelo sabor suave da solidão...
e minha alma, confusa, abraça forte uma alegre ilusão, não vejo mas brilho nos olhares, aquela inocência se perdeu... carrego agora em um recipiente frágio um coração vazio e quebrado, tento andar pelos caminhos sem me machucar com os cacos de angústia espalhados pelo chão... 

San.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Fragmento de uma confusa ilusão.

Não sei se são sonhos ou alucinações, como vizões apavorantes invadem minha mente e confundem meus pensamentos, como gritos horripelantes esse sentimento tardio ecoa no vazio do meu ser, consumindo minha alma a cada dia que passa...
mas as duvidas me cercam e continuam a me perceguir procurando respostas, então eu começo a pensar que estou louco, procuro seu rosto em todo lugar, ouço sua voz quando tento dormir mas isso é impossivel pois até em meus sonhos você está.
Eu Que saudade é essa que me consome, que angustia é essa que me sufoca, que sentimento é esse que me assola... 

San.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A Noite e o Vinho.

O vinho desfrutou da nossa presença, observado pelo silêncio da noite, a sós em uma praça a alguns passos daqui. A conversa era boa e sua companhia é fundamental, no mesmo banco sobre a mesma luz; a noite que sempre nos acompanhava agora dividia com o vinho a grandeza de nossos sonhos e toda a complexidade de nossos segredos.
O momento era de paz assim falava meu coração, a cada instante eterno que nos levava a recordar viamos o quanto aquele momento era sincero e que seria um erro não aproveitar. Já por outro caminho a noite se despedia do vinho e continuava a nos acompanhar; e na porta de casa os dois meio sem graça e um simples mas sincero desejo, você com um timido abraço veio me presentear. 

San.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A queda do Sol.



O sol caiu, caiu rasgando as cortinas do céu e derrubando as estrelas no mar.
Caiu espalhando seu brilho no espaço, despedaçando sua luz por todo o universo, o sol caiu, e caiu queimando, queimou as nuvens que encobriram sua incandescente beleza, o sol caiu numa tarde de sexta-feira iluminando delirios e sonhos que dançavam no ar, caiu até repousar entre as canoas que flutuavam soturnas sobre as ondas calmas daquele mar.



San...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Encontro

Ver você é uma graça
Quando te vejo, fico tonto
E vou logo fazendo graça
Tudo que faço, te conto
Marcamos na praça
Um encontro
Você não apareceu no ponto
E eu, de tonto, fui de graça!



Ezequiel Araújo

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Último Suspiro...

O silêncio contempla a solidão em todo o seu explendor, a boca ainda amarga com o doce sabor do veneno, a lágrima deslisa triste sobre a palidez do teu rosto...
Teu coração suspira clamando por socorro, teu sangue escapa por entre os cortes do teu pulso, a luz se despede dos teus olhos inspirando seus últimos suspiros em meio a escuridão, teu corpo belo esculpido pelos deuses, agora descansa em paz sobre as folhas caídas de outono...
San

Forasteiro e o garotinho triste

Em um dia sombrio( como o é nosso desejo irracional e animalesco), Diógenes, o hiperbóreo, caminhava pela praia, sozinho; de repente, ao longe contemplou um menino, sentado junto às pedras, chorando de tanto refletir sobre os conflitos existentes em nossas monótonas vidas.Tinha acabado de refletir com seus pais, devido ao fato de ele ter se relacionado com algumas pessoas "demoníacas"- pessoas estas que haveriam de queimar para sempre nas chamas eternas da danação divina.Diógenes caminha ao encontro do garoto.
-Olá! por que choras, filho do bondoso deus?-disse diógenes.
-Choro, porque as pessoas ao redor estão sempre a apunhalar-me pelas costas.
-Oh! meu filho, eis que agora eu te trago consolo, a solução para o fim de teu sofrimento.
O menino, pensando que, enfim, achara alguém que realmente desse atenção especial a ele, oferecendo palavras de vigor e ânimo para continuar vivendo, anima-se e pergunta:
-Por acaso trazes-me alguma mensagem religiosa para animar minha perturbada alma? porque se assim o for, estarei disposto a recebê-la de bom grado.
Diógenes, com o olhar mórbido, contemplou as ondas, que não se cansavam de beijar a praia, e disse:
-Não, filho meu! não penses que te trago um consolo para teu bem viver;pelo contrário, te digo: a única solução para a dor é a morte.O restante, que os religiosos vendem como remédio barato, é ilusão e engodo.Se queres sofrer, vai e procura ao máximo satisfazer tuas vontades, e sempre encontrarás decepção, antipatia e, no máximo das ilusões, convenções institucionais (produto do medo da morte).Agora se queres alívio, não contenhas teu choro e lágrimas;concentra-te ao máximo para reunir em tua mente toda a desgraça existencial e, quando teu cérebro já não aguentar mais de tanta revolta e cólera, e as lágrimas se confundirem com as próprias ondas do mar, lembra-te que não ofereci consolo algum para esta vida (nem esperanças supraterrenas);então, atira-te ao mar, porque ele te receberá com empatia...sim, o mar alegrar-se-á com tua sabedoria, e, por teres tido a coragem de dizer não à vida que teu deus bondosos  criou, o mar será o único a te compreender realmente, porque o mar não tem o nosso raciocínio.